Histórico
A Coleção de Trypanosoma de Mamíferos Silvestres, Domésticos e Vetores (COLTRYP) tem suas raízes nos estudos pioneiros da Dra. Maria Deane, realizados na década de 1980.
Suas pesquisas sobre a interação entre Trypanosoma cruzi e o gambá Didelphis marsupialis Linnaeus, 1758, foram fundamentais para o surgimento de uma linha de investigação que
viria a ser consolidada no Laboratório de Biologia de Tripanosomatídeos (Labtrip).
A partir de 1994, o Labtrip intensificou os estudos sobre a interação entre T. cruzi e mamíferos silvestres de diferentes biomas brasileiros, com foco na compreensão dos fatores
envolvidos na manutenção e dispersão do parasito na natureza.
Durante essas atividades de campo, amostras dos flagelados passaram a ser criopreservadas. Com o acúmulo progressivo de isolados, ficou evidente pela pesquisadora e fundadora
da COLTRYP, Dra. Ana Maria Jansen, o valor desse acervo como testemunho biológico da diversidade e complexidade dos ciclos de transmissão do T. cruzi.
Reconhecimento institucional Em 2011, após criteriosa avaliação pelo Fórum de Coleções da Fiocruz, a coleção foi oficialmente reconhecida por meio da Portaria Nº 526/2011-PR, de 29 de abril de 2011, passando a integrar as Coleções Científicas do Instituto Oswaldo Cruz. Posteriormente, em 2013, a coleção passou a compor as Coleções Biológicas da Fundação Oswaldo Cruz, conforme a Portaria Nº 288/2013-PR, alinhada ao Manual de Organização de Coleções Biológicas da Fiocruz (Portaria Nº 327/2010-PR).
COLTRYP hoje Desde então, a COLTRYP ampliou seu escopo de atuação. Atualmente, dedica-se à preservação e manutenção de uma representatividade abrangente das espécies de Trypanosoma, e, secundariamente, de outros gêneros da família Trypanosomatidae, com ênfase em espécies isoladas de hospedeiros e vetores oriundos de distintos biomas brasileiros.

